Bregorama


Férias. Férias. FÉEEEEERIAS! Que melhor modo de se comemorar o início da temporada de descanso senão cansando os pés na 25 de Março? A equipe Bregorama aproveitou para bater umas fotos desse lugar fabuloso e, assim, atender aos pedidos vindos dos mais diversos quadrantes deste querido Brasil e fazer uma matéria a respeito. Mas antes, convocamos os amigos bregas para mais uma campanha...



Escrito por Juliana Shirley às 14h52
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Brega Pride (in the name of love)

    Você adora música brega, começa a dançar imediatamente aos primeiros acordes de “Sandra Rosa Madalena”. A sua geladeira tem um pingüim em cima, e, insatisfeito (a), você ainda busca um camelo de fogão – já revirou todos os camelôs do Largo da Batata em busca de tão refinado e exótico bibelô mas ninguém além de você teve tão brilhante idéia para esse novo e retumbante sucesso comercial... Adora cores fortes em combinações chocantes, bijuterias exageradas (se mulher), sapatos de verniz, plataformas e vibra ao ver uma estampa de oncinha. Recorda, deliciado (a), aquela tubaína maravilhosa que vinha numa garrafa de cerveja e que foi degustada naquele boteco do interior em priscas eras e não pode ver uma mesa de sinuca que já pega o taco e chama seu chapa para uma partidinha de mata-mata. Não hesita em dizer que lê Sabrina nas férias na Praia Grande e discute com bastante elegância os rumos da catilogência e a melhor frase de uma música do Falcão (a propósito, já assistiu dois shows dele e voltou com as bochechas doendo em ambos). Acha que o horário político e as novelas mexicanas são os melhores programas de comédia veiculados pela televisão brasileira e congestionou a caixa de e-mails do SBT quando se anunciou o fim da transmissão de Chaves e Chapolim. É capaz de passar horas a fio dentro de uma loja de R$ 1,99 e já revirou todas as lojas de CDs populares em busca de músicas de Carlos Alexandre e Bartô Galeno – em desespero de causa, procura no Kazaa e entrou na comunidade “Acervo Brega” do orkut. Identificou-se? Parabéns, você é uma pessoa original. Provavelmente é admirado (a) por alguns amigos, que surpreendem-se  e se divertem com tão exótico e alegre comportamento. Mas outras pessoas recebem seu jeito de ser com um muxoxo, um esgar de repugnância ou, pior, piedade (“coitado, é louco”)...

    Não, não fique aborrecido. Não deve. Seja mais você. E saiba que, em muitos casos, aqueles que o criticam provavelmente gostam de uma breguice, sim. Só não assumem, em nome de alguma convenção social não escrita, aquela que dita um padrão de gosto e de comportamento médio, a moda, etc. Então, junte-se a nós num novo brado libertador. Está em curso um movimento pela liberdade de ser o que se é. De se proclamar o seu jeito de ser, seu gosto, seu estilo, por mais esdrúxulo que ele possa ser considerado em relação a uma moda ditada via mídia e comunidade – moda essa fadada a se tornar ela mesma brega, por conter em sua essência a efemeridade. O que a gente gosta é eterno, está acima da moda.

    Portanto, se você não assume a própria breguice, liberte-se dessa censura boba. Solte o bicho brega que existe em você! Sua serotonina agradece. E para quem já se assumiu: a hora é essa. BREGAS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS!

 



Escrito por Juliana Shirley às 14h51
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Como toda campanha que se preze tem música-tema...

   Eis a música perfeita para ser tema da nossa campanha, escolhida por unanimidade pela equipe Bregorama. Amarre seu lencinho na testa, solte o som e divirta-se!

 

 

NÃO SE REPRIMA (Menudo)

 

Canta, dança sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonha, vive como eu
Pula, grita, oh oh oh

Não segure muito teus instintos
Porque isto não é natural.
Saiba o sangue fala ao contrário
Muito forte, quando quero gritar
É saudável, relaxante
Recupera e faz bem à cabeça

Por isso canta, dança, grita oh oh oh...

Vai em frente, entra numa boa
Porque a vida é uma festa.
Não controle, não domine,
Não modere, tudo isso faz muito mal.
Deixe que a mente se relaxe.
Faça o que mandar o coração.

Por isso canta, dança, grita oh oh oh ...

Não se reprima, não se reprima, não se reprima.
Não se reprima, não se reprima, pode gritar.
Não se reprima, não se reprima, não se reprima.
Dança, canta, sobe, desce, vive, corre, pula como eu.

Canta, dança sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonha, vive como eu
Pula, grita, oh oh oh

Chega de fugir, de se esconder
E de deixar a vida pra depois.
Não pense demais, o mundo gira
O tempo corre, nada vai te esperar
Entre de cabeça nos teus sonhos,
Só assim você vai ser feliz.

Por isso canta, dança, grita oh oh oh ...

Não se reprima, não se reprima, não se reprima.
Não se reprima, não se reprima, pode gritar...



Escrito por Juliana Shirley às 14h50
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Especial 25 de Março!

 

 

   Poderíamos iniciar a matéria nos mesmos moldes da do Brás, de duas semanas atrás. A 25 e o Brás tem muito em comum. A bagunça, a multidão pelas ruas, a poluição visual e sonora, os camelôs, a variedade, a pechincha... Mas ao mesmo tempo que possuem muitos elementos em comum, são diferentes. Enquanto o Brás tem uma aura mais nacionalista e uma forte influência nordestina, a 25 é como uma grande Babel, onde se ouvem várias línguas e onde se vêem pessoas dos mais diversos cantos do planeta. Inicialmente um reduto de sírios e libaneses vindos no começo do século XX, recebeu imigrantes do mundo todo e hoje recebe a onda oriental, especialmente chineses e coreanos. Uma diversidade fantástica, uma mistura fascinante e o sonho de todo pacifista – onde mais um comerciante árabe toma um cafezinho com o vizinho judeu para trocar idéias, falar sobre o tempo, o futebol, os negócios, na maior simpatia e camaradagem? A 25 é pitoresca, mágica, mesmo. Um microcosmo, amostra do que São Paulo tem de melhor: gente de todas as raças e credos num convívio animado. Brigas? Sim, afinal pisões nos pés, trombadas na calçada e o rapa da Guarda Civil são constantes. Mas nada que comprometa a animação, a alegria e a diversão...



Escrito por Juliana Shirley às 14h41
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Como e o que comprar na 25 (1)

  Sem dúvida nenhuma a 25 é um dos lugares mais divertidos do mundo para um dia de consumo animal e desenfreado. Lugar de boas compras, dos mais variados artigos e de preços baixos, mas pesquise, porque mesmo lá temos diferenças de preços. Agora, se você encontrou uma coisa muito diferente, paixão à primeira vista do tipo “no puedo más vivir sin el!”, não hesite. Leve na mesma hora. Não caia naquela de “ah, depois eu volto”, porque provavelmente você não vai lembrar onde se vendia o mimo – aí babau. E não tenha medo de pechinchar. A propósito este é um capítulo à parte. Lugar de forte influência árabe que é, a pechincha é praticada com arte e refinamento. Há que se saber regatear, sem medo, até que se chegue a uma média satisfatória para ambas as partes – e se despeça com um sorriso simpático e com o cartão da loja, promessa de uma volta. E cuidado com os chineses. Eles são mestres no comércio e quando você tentar pechinchar alguns podem dizer “No entende! No entende!”. Entendem, sim. Insista que sai negócio...

(continua)



Escrito por Juliana Shirley às 14h40
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Como e o que comprar na 25 (2)

 

Bijuterias – Meninas, guardem o dinheiro que gastariam naquela loja do shopping perto de casa. Vocês provavelmente vão encontrar o item em questão na 25 por um terço do preço. Onde vocês acham que os lojistas abastecem seus estabelecimentos? Direto à fonte, oras! Milhões de lojas. Uma variedade de fazer surtar uma monja budista. E muita coisa bem brega (confira as fotos acima). Uma farra! Perca-se pelas lojas de rua, tanto da 25 como das ruas paralelas. Se você é uma brega ativa e criativa também encontra peças para montagem de bijuterias, e nesse caso é melhor subir aos prédios da rua. Na esquina da Ladeira Porto Geral com a 25 tem um prédio antigo, com sacadas de ferro, com várias lojas especializadas. O único senão é que algumas só trabalham com atacado, então cheque antes. Outro bom endereço é o prédio em frente, do outro lado da rua, com acesso através de uma galeria.

Maquiagem e produtos de beleza – Lápis de olho, gloss, estojinhos compactos com 18 cores de sombras... Na 25 tem tudo isso. Baratinho. E nossa experiência diz que a maquiagem de lá resiste a horas de show, numa boa. Procure em camelôs ou em galerias.

Relógios – Aaaaaaaa! A equipe Bregorama sempre foi doida por relógios. Se você também é assim, os shoppings da 25 são o paraíso. Dos mais diversos modelos, cores e desenhos, constantemente renovados, o que garante a graça da novidade. Para todos os gostos.  E baratinhos: dá para levar um para casa por R$ 10. Uma coleção que não provoca rombos imensos no bolso e boa sugestão para presente (o aniversariante não precisa saber o preço, não?).

Eletrônicos e perfumes – Dá um pouco de medo, sim. Nem tudo é original. Cuidado. Pesquise, compare, veja o prazo de garantia, no caso dos eletrônicos. Não recomendamos, por exemplo, toca-CD para o carro. O preço é bom (encontra-se por menos de R$200), só que o aparelho pifa, sem solução, depois de um ano e meio... Quanto aos perfumes, não caia na besteira de comprar “genéricos” de perfumes famosos por R$ 10. Não fixam na pele, uma porcaria. Os shoppings têm algumas lojas sérias de perfumes que vendem direitinho, com nota fiscal e tudo. É bem melhor.

Brinquedos – Muita variedade e preços mais baixos que em lojas de shopping, mas a dica é uma só: PESQUISE.

Decoração e utilidades domésticas – A rua Barão de Duprat concentra as sugestões mais interessantes, com várias lojinhas com presentes, enfeites, abajures, painéis para ímã... Luminárias muito doidas: coloridas (leds), em pelúcia, resina e as clássicas lava-lamps. Outra boa dica são as lojas Camicado e Doural (rua Cav. Basílio Jafet).



Escrito por Juliana Shirley às 14h38
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Hora do rango na 25!

 

 

  Bateu fominha? Dirija-se imediatamente à rua Comendador Abdo Schahin. Lá tem restaurantes especializados em comida árabe, deliciosos. Esfihas fresquinhas. Doces comovedores. Rigorosamente você pode resolver a dúvida sobre qual estabelecimento acorrer de maneira simples: feche os olhos, aponte e vá ao que seu sábio dedo escolher. Nossas dicas: o Raful, antigo e com uma ambientação brega (azulejos nas paredes, posters do Líbano, samambaias) e boa comida. O Jacob, que tem dois estabelecimentos quase vizinhos: a lanchonete especializada em esfihas (prove a de ricota, celestial) deu cria a um restaurante por quilo com especialidades árabes. Banqueteie-se por pouco. Não esqueça o homus (pasta de grão de bico), a coalhada seca, o tabule, o falafel (bolinho de gergelim picante na medida certa) e o arroz à moda síria, com macarrãozinho. Positivamente divinos! A coalhada fresca também é maravilhosa. Jogue bastante mel e lambuze-se. Doces? A equipe Bregorama segue uma tradição iniciada com sua bisavó e corre para o Empório Syrio, endereço onde até as estantes deliciam, com seus nomes e sabores exóticos, rahat loucoum, halawi, tahini, Arak, água de rosas... Com um pouco de sorte (é o primeiro a acabar) você consegue pegar um folhado comprido com ricota. Pelas barbas do Profeta!



Escrito por Juliana Shirley às 14h37
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Como chegar

 

 

   É melhor não ir de carro. Além de pegar um congestionamento infernal na região do paraíso das compras vai deixar uma graninha razoável nos estacionamentos – isso se você achar vaga. Vá de metrô. A estação mais próxima é a São Bento (linha 1 – azul, antiga Norte-Sul), com saída para a ladeira Porto Geral. Sapatos confortáveis. Segurança? Não bobeie, mas dispense a paranóia. Prefira bolsas pequenas, a tiracolo (mais práticas) e não descuide delas. Só. De resto, divirta-se. E conte-nos como foi...



Escrito por Juliana Shirley às 14h36
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Não fume!

 

 

   Mas se fumar, dispense suas cinzas com bossa. Prestem atenção nos cinzeiros acima, no mais perfeito estilo Las Vegas encontrados em uma lojinha na rua Barão de Duprat. O fino do brega, não?



Escrito por Juliana Shirley às 14h33
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